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Rabino que cria em Jesus como Messias ajudou a salvar 50 mil judeus no Holocausto

  • 31-12-1969 21:00

  • Rabino que cria em Jesus como Messias ajudou a salvar 50 mil judeus no Holocausto

    Nesta semana foi lembrado o Dia da Memória do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro.

    A data marca a libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz, em 1945, onde mais de um milhão de pessoas morreram, a maioria judeus.

    Em meio aos horrores do regime nazista, uma história pouco conhecida chama atenção — um rabino judeu que acreditava que Jesus é o Messias teve papel decisivo para salvar cerca de 50 mil judeus da morte durante o Holocausto, na Bulgária.

    Durante os anos em que Adolf Hitler promovia o extermínio sistemático do povo judeu na Europa, o rabino Daniel Zion, que havia se tornado um seguidor messiânico de Jesus (Yeshua), levantou sua voz em defesa da vida e da justiça.

    Segundo o autor Avi Mizrachi, Daniel Zion e outros líderes tomaram uma atitude ousada ao irem diretamente ao rei da Bulgária. 

    “Eles foram falar com o próprio rei.

    O rabino Daniel Zion entregou uma carta e disse algo como: ‘Se o senhor entregar os 50 mil judeus a Hitler, um dia estará diante de Deus, e o sangue deles estará em suas mãos.

    É assim que o senhor será lembrado’”, relatou.

    De acordo com Mizrachi, essa confrontação trouxe temor a Deus ao governo búlgaro e ao próprio rei, impedindo que os judeus do país fossem deportados para os campos de extermínio nazistas.

    Essa história impressionante é contada no livro “Legacy of Hope” (“Legado de Esperança”).

    Hoje, Mizrachi e sua filha, D’vora, veem esse testemunho gerar frutos dentro de Israel.

    Testemunho para os judeus

    D’vora explica que a história de Daniel Zion abre portas para compartilhar o Evangelho com o povo judeu. 

    “Aqui temos um herói do nosso povo, alguém que fez algo grandioso.

    Salvar 50 mil judeus não é pouca coisa.

    Ele era judeu e também acreditava no Messias, Yeshua”, afirmou.

    Ela destaca que isso ajuda muitos judeus e israelenses a se identificarem com a história.

    “Eles veem alguém que fez muito pelo nosso povo e continuou sendo judeu.

    Ele imigrou para Israel, fez parte da terra e do povo.

    Esse é um dos maiores testemunhos que podemos oferecer”, disse.

    Para Avi Mizrachi, o testemunho também mostra que fé em Jesus não anula a identidade judaica.

    “É uma grande oportunidade para mostrar aos nossos amigos israelenses que é possível ser judeu, até mesmo um rabino ortodoxo, e ainda assim crer em Yeshua, porque Ele é a única esperança”, afirmou.

    Ele acrescenta que, quando judeus messiânicos e cristãos caminham juntos, podem se unir contra o mal.

    “Juntos, podemos resistir ao mal e vencê-lo em um tempo como este.”

    Luta contra o antissemitismo 

    A mensagem do livro ganha ainda mais relevância em um momento de crescimento do antissemitismo em várias partes do mundo. 

    Cidades como Manchester, Washington e Sydney têm registrado episódios de ódio e violência contra judeus.

    Diante disso, a CBN News perguntou o que os cristãos podem aprender com essa história.

    D’vora respondeu que o principal ensinamento é não se calar.

    “Eles não desistiram.

    Oraram, acolheram judeus em suas casas e igrejas e agiram de forma prática para salvá-los”, afirmou.

    Ela concluiu com um apelo: “Talvez, por meio das nossas atitudes, eles vejam o Messias e o véu seja removido.

    É justamente agora que precisamos nos posicionar ao lado do povo judeu — quando é difícil, quando há perseguição.” 

    “Até mesmo correndo riscos, porque sabemos que o povo judeu faz parte do grande plano de Deus.

    E, se queremos fazer parte desse plano, precisamos estar dispostos a agir também.”

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    Fonte: Guiame